Estes dias eu estava lendo a edição de julho da revista Quatro Rodas, e uma das matérias entitulada "Como Evitar a Guerra" discute sobre a já tão conhecida falta de respeito e agressividade nossa no trânsito urbano.
A matéria cita casos de pessoas "calmas" que se transformam no trânsito, chegando mesmo à matar, e discute como se comportar para evitar jogar sua vida ou de sua família fora por questões banais.
Mas a parte mais interessante da reportagem, ao meu ver, são duas pesquisas citadas na matéria.
Uma delas feita pelo Detran do Espírito Santo, com mais de 400 motoristas, coordenada pelo antropólogo Roberto DaMatta mostra o óbvio: a maioria esmagadora dos motoristas são despreparados, agressivos e desprezam as regras, sempre achando alguma desculpa para fazê-lo.
A segunda pesquisa, a tese de doutorado da psicológa Cláudia Aline Soares Monteiro, envolveu 923 motoristas, e cita o perfil dos infratores: pessoas com mais anos de habilitação e que dirigem com maior freqüência são mais agressivas; mulheres com mais escolaridade, idem. Para os homens, a situação é inversa: quanto menos escolaridade, mais agressivos.
Quanto à idade, também o óbvio: os maiores infratores estão entre 18 e 27 anos, solteiros e sem filhos.
Homens ficam mais irritados quando são bloqueados, e as mulheres se irritam com a direção agressiva alheia.
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