Há alguns meses (anos?) atrás, Ratan Tata, milionário indiano ficou anunciou ao mundo que lançaria na India o carro mais barato de todo o globo: 2.500 dólares.
A motivação de Ratan, era querer dar um carro à pessoas que nunca tiveram possibilidade de ao menos sonhar com um veículo, já que na India o principal transporte motor são as motos.
E uma cena comum lá é ver pai, mãe e mais dois filhos nas motos, no melhor estilo "reza pra gente não ter que parar".
Muita gente duvidou, mas o carro saiu. Leia aqui uma avaliação que a Quatro Rodas disponibilizou da edição do mês passado. O carro não é nenhum luxo, óbvio, mas cumpre muito bem o que prometeu.
Agora Ratan já tem outro objetivo: fornecer moradias populares à um preço baixo (cerca de 7.000 dólares). Claro que serão apartamentos bem diminutos (o menor e mais barato tem cerca de 26,3 metros quadrados), mas o preço é bastante amigável para uma população essencialmente pobre (veja aqui o site do empreendimento).
Até pouco tempo atrás, eu morei num apartamento (alugado) que julgo não ter mais do que 30 ou 40 metros quadrados. Por se localizar numa área em que estudantes de classe alta moram, o valor do apartamento para venda é bem mais salgado: cerca de R$ 60 mil.
Enquanto estávamos eu e a minha esposa, eu não reclamava, mas depois que veio o Pimpolho Jr, as coisas ficaram literalmente apertadas.
Na análise da revista Quatro Rodas, eles dizem que o carro de 2.500 dólares só poderia ter sido feito por um indiano, pois um americano não veria como lucrar com o projeto, e um alemão encheria o carro de tecnologia (encarecendo o projeto). Acrescento: no Brasil, não há algum mega-empresário com tamanha visão social.
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