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Meu Nintendo DS

Há um mês atrás, antes do Pimpolho Jr. nascer, eu estava pensando em comprar um videogame portátil: Sony PSP ou Nintendo DS.

Óbvio que vendo ambos pessoalmente, o charme do PSP é imbatível: a tela é simplesmente a melhor tela de qualquer portátil que existe. O poder do pequeno também, que em algumas especificações chega à ser melhor que o PS2, impressiona.

Aí pesei em minha lista: que jogos me fariam comprar um PSP? Com certeza, Gran Turismo. Mas este, que foi um dos jogos prometidos para o lançamento do portátil, nunca saiu, e há boatos que até foi cancelado.

Vi vários outros jogos muito bonitos (Burnout, Ridge Racer, Need for Speed), mas nenhum deles me empolgou.

Fiz o mesmo para o DS: que jogos me fariam comprar um DS? Há alguns anos atrás, tive um Gameboy Advanced (meu primeiro console Nintendo, afinal eu era um Segamaníaco). E eu joguei muita coisa nele: F-Zero, Castlevanias, Mario Kart, Metroid, todos que me renderam horas e horas de diversão. Ok, não há nem notícias do F-Zero, mas os outros já existem, e são excelentes.

Além disso, os modos online dos jogos são realmente muito descomplicados: após configurar o Wi-Fi, você entra em algumas salas onde seus oponentes são automaticamente selecionados (ou você os escolhe por Friend Code), e a jogatina começa. Tudo realmente muito simples: sem precisar criar novas contas, nada, nada.

Pensando nisso, fui e comprei um DS Lite. Depois disso, fui em algumas lojas da cidade atrás de jogos (de preferência usados) e simplesmente todas as lojas queriam me empurrar o gravador de ROMs ao invés dos jogos originais, que permite jogar qualquer jogo do portátil sem ter que comprá-lo.

O preço em média aqui na cidade do tal acessório é de R$ 280,00, e como tenho pago em média R$ 65,00 por jogo usado, isso me permite comprar 4 jogos usados originais, mais do que eu tinha quando tinha um GBA.

E a diferença é que quando você tem poucos jogos (e originais), você seleciona qual comprar com muito cuidado, se dedica muito mais ao jogo, tenta acabá-lo em todos os modos possíveis. Isso acontecia muito na geração 8 e 16 bits, onde a pirataria era muito cara (quase o preço de um jogo original, ao menos na minha cidade).

Nessa época, além de nos dedicarmos bastante aos jogos, era muito comum alugá-los no fim de semana, ou então trocarmos com os amigos por alguns dias.

Com a era das mídias digitais e a pirataria barata, a molecada compra um jogo por R$ 5,00, joga o mesmo por alguns poucos minutos, e pronto, já o descarta jogando na pilha de centenas de jogos piratas, para nunca mais ver a cara do mesmo.

O mais interessante desta minha postura de comprar os jogos originais é que vários amigos estão me criticando, dizendo que os jogos de DS são muito caros, que eu sou burro, etc, etc.

Só quero lembrá-los que a maioria de vocês que me criticam também trabalham com software (que também é pirateável), e sei que pareço chato lembrando disso, mas o mundo é aquilo que fazemos dele.






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